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27/07/2010

Aluguel em São Paulo sobe mais que inflação em 2010


Alugar um imóvel na cidade de São Paulo ficou em média 7,72% mais caro no primeiro semestre deste ano, segundo o indicador de valor de aluguel da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), divulgado nesta segunda-feira (26). Já o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), usado para calcular os reajustes de aluguel, acumula alta de 5,68% no mesmo período. 

Só em junho, o Ipevemar (Índice Periódico de Valores Médios dos Aluguéis Residenciais), da Aabic, apresentou aumento de 1,1%, contra 0,85% do IGP-M. De acordo com o diretor de locação da associação, Eduardo Zangari, o número reflete a falta de imóveis disponíveis para locação na cidade. "Com o mercado imobiliário em alta, o valor de venda dos imóveis novos sobe e o aluguel desses imóveis aumenta automaticamente. Se não for assim, é melhor investir o dinheiro em um banco, que oferece fundos mais rentáveis". 

Lei do Inquilinato 
A Lei do Inquilinato diminuiu para até 15 dias o tempo para despejo caso o inquilino deixe de pagar o aluguel. Para Zangari, a lei não tem relação direta com o aumento de preços da locação de imóveis na cidade de São Paulo. "Acho que até poderia ser encarado como um efeito inverso já que, assim que a lei entrou em vigor, esperávamos um aumento do número de imóveis para locação. Isso porque, com a aceleração do despejo, seria interessante financeiramente para o investidor comprar um imóvel e alugar para outra pessoa. Entretanto, não foi isso o que aconteceu". 

A popularização da medida – de despejar o inquilino inadimplente em até 15 dias – deverá aumentar a confiança do investidor do setor de imóveis. Com isso, o contrato de aluguel sem garantia
, que não exige um fiador ou seguro-fiança, também tende a crescer nos próximos anos, segundo Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP (sindicato da habitação) 


Apartamentos
Segundo a entidade, todos os apartamentos registraram aumento, com destaque para os imóveis de um dormitório, cuja locação ficou 2,47% mais cara no mês passado em relação a maio. Os apartamentos de três quartos também tiveram alta expressiva , com reajuste de 2,56% na mesma comparação. Os valores de locações de apartamentos de quatro quartos subiram 2,28% no mesmo período. 

Para Zangari, a elevação de preços dos apartamentos de mais quartos reflete a preocupação das famílias com segurança. Já os apartamentos de dois quartos tiveram um aumento tímido no mês de junho, de apenas 0,08%. Segundo Zangari, o número pode apresentar a estabilidade dos preços para esse tipo de imóvel. "Pelo que estávamos observando, era para os apartamentos de dois quartos apresentarem mais uma alta, como vimos nos meses anteriores. Ainda precisamos avaliar os próximos meses, mas é possível que tenhamos chegado a uma estabilidade para esse tipo de imóvel, que só subia até então". 

Casas 

Alugar casa de dois dormitórios na cidade de São Paulo ficou 8,42% mais em conta no mês de junho em comparação com maio, segundo a Aabic. As casas de quatro quartos também apresentaram redução no preço do aluguel, só que mais tímida – de 0,35%. Por outro lado, as casas de um quarto tiveram alta de 1,07% no valor da locação, e alugar casas de três dormitórios ficou 3,09% mais pesado no bolso do consumidor em junho. 

Bairros 
Todos as regiões de São Paulo apresentaram alta no preço médio do aluguel em junho, com exceção da área 4, que compreende bairros de uso comercial e de médio padrão como Aclimação, Bela Vista, Jabaquara, Saúde, Bosque da Saúde, Tatuapé, Santa Cecília e Interlagos. Alugar um imóvel nesses bairros ficou 9,6% mais em conta no mês passado, diz a Aabic. Por outro lado, ficou mais caro alugar em bairros da zona 5, de uso residencial e comercial de padrão médio e baixo, que engloba Água Fria, Belém, Bom Retiro, Cambuci, Casa Verde, Freguesia do Ó, Jaçanã, Jaguaré, Jardim da Saúde, Liberdade e Luz. A alta ficou na casa de 6,8%, um sinal de que a classe média e baixa estão em constante mudança de faixa social. 

O boom da economia causa o aumento da renda e do nível de emprego, que se reflete no movimento de classes sociais. Famílias de classe baixa e média estão se movimentando e procurando outros imóveis para viver.

Fonte - R7 Notícias



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